Hannah Arendt e uma pertinente crítica às Ciências Sociais

Para Arendt, o que deve servir de fasquia para aqueles que estão comprometidos com a política, são os acontecimentos, do passado e do presente, e não qualquer “gadget” das ciências sociais. Esta é uma crítica pertinente que ela faz aos cientistas sociais, e a sua relativa preocupação com a História, para não se repetirem os mesmos erros do passado.

O princípio da mentira na política

Maquiavel lançou muitas das bases do atual sistema político, que normalizou a mentira no sistema governativo ao propor um Príncipe tirano, absoluto, cujos fins acabam por justificar ou absolver os meios. A ética utilitarista propôs a possibilidade de mentir ou de proferir falsas promessas se com isso aumentasse a felicidade pública. As políticas de hoje receberam toda esta carga hereditária...

Por uma educação verdadeiramente livre e plural

O ensino moderno impõe um pensamento único e não admite a livre troca de ideias, atropelando os alunos com velhos e ensebados resquícios de um Republicanismo confessional do ateísmo, anticlerical e positivista. Exige-se uma educação livre e plural, sem imposição de ideologias que impedem o homem de pensar por si.

O conúbio entre o liberalismo e o utilitarismo

O utilitarismo é injusto, não só não resolve os problemas morais como viola direitos fundamentais da Pessoa. O conúbio entre o liberalismo e o utilitarismo tem de ser purificado e repensado. A ética utilitarista é uma muleta frágil para um já manco liberalismo político, que mais facilmente poderá tombar no caos e na anarquia moral e social.

O Estado laico

O Estado é laico, mas muitas vezes, ele mesmo tem dificuldade em perceber o que isso significa, tendendo ao laicismo. Um Estado ateu não é simplesmente o Estado laico, porque não lhe compete negar Deus, nem tomar o partido dos ateus. Ele não pode ser confessional do ateísmo e da irreligião, mas professar a pluralidade e o respeito por todos.

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